quarta-feira, 16 de maio de 2012

Do fundo da alma

Depois de muito tempo com tanta coisa entalada na garganta, resolvi escrever sobre isso. Toda essa rotina me fez esquecer como escrever me faz sentir livre.

Perdi meu amor por orgulho. Achando que estava me livrando da dor do rancor, ganhei a dor da perda. Tem 5 meses e ainda não entendo direito como aconteceu. Certo que a culpa foi minha, mas foi tudo tão rápido que ainda não deu tempo de assimilar direito: em um dia estávamos bem e no outro já procurava coragem e admitir que estava solteira.
Foi um processo tão difícil de aceitação que ainda não finalizei. Por um lado foi bom por eu ter aprendido a perdoar (mesmo que não houvesse exatamente O QUE ser perdoado), admitir que nem sempre estou certa, mas a qual custo? Mesmo tentando várias reconciliações, em nada resultou, perdi o amor mais real que já tive e não vai ter volta.
O pior é essa esperança que não passa, de que tudo vai voltar ao normal, de que vou ser perdoada, de que vamos fingir que nada aconteceu. Mas não vai. Ainda assim, a vela ainda está acesa, queima e arde numa chama fraca que espera voltar a ser forte ou apagar definitivamente. Essa espera só faz doer.
Um mau entendido que eu causei e não sei como mudar, é tanta coisa que eu queria dizer e que nunca vai ser dita. Escrevo na esperança de aliviar um pouco da minha dor.

Meu amor,
Desculpa-me por tudo. Eu achei que não estando com você seria melhor do que ficar em um relacionamento cheia de rancor, mas é claro que me enganei agora a única coisa que sinto são saudades e o arrependimento de ter acabado com a nossa história tão linda e tão importante pra mim, eu sei que errei e te magoei. Foi um ato egoísta ao ponto de me cegar e me impedir de ver a besteira que estava fazendo. Não sei se um dia voltarei a ser a sua "pequena", eu só preciso saber se você me perdoa, mas, pra mim, você vai sempre ser o homem que pela primeira vez me fez ficar feliz por estar viva.
A coisa mais difícil dos últimos 20 anos está sendo ficar sem você.
Eu te amo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Terceira Guerra Mundial

A Terceira Guerra Mundial não será dos Estados Unidos contra o Iraque, países da Europa contra Coréia do Norte nem do Brasil contra a Argentina. Não será por causa do terrorismo, da água, por causa dos mísseis tampouco pelo futebol. Será da Razão contra a Emoção.
A Razão dirá que ela é única e absoluta, enquanto a réplica da Emoção será a de que "não precisa ser assim”. As batalhas serão pelas vezes em que a Razão disse "não" enquanto a Emoção dizia "sim" e no fim tudo deu errado. Os momentos em que a Razão disse pra ir e você não foi, porque a Emoção disse que seria melhor assim, também estarão entre os motivos. Será mais devastadora do que qualquer outra guerra já vista pela História. As tentativas de paz de nada adiantarão, os oponentes estarão muito ocupados tentando ganhar espaço nas mentes dos campos de batalhas, as pobres pessoas que vivem na dúvida sobre qual ouvir: Razão ou Emoção? Devo ser racional ou escutar o coração?
Quando as forças acabarem, restarão nas praças corpos cansados tentando, em vão, levantar bandeira branca. A guerra não vai acabar. A Razão e a Emoção jamais conseguirão viver em paz.

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Filosofias da madrugada.